agosto 10, 2017

Cultura é formosura


Igualmente interessante, uma entrevista do autor: aqui. Onde se fala do Pacheco (não confundir com o ex jogador do Benfica e Sporting), e da narrativa cultural à portuguesa, doses cavalares de espinha maleável, travessas de mesquinha elevação intelectual, golpadas de engenho ressabiado, em suma, talento de sobra para escriturários na função pública. E agora com os precários a entrar em força, não deixa de ser uma ambição desmedida. Isso e chegar lá fora. Como diria o Pacheco (não confundir com o ex jogador do Benfica e Sporting): Puta que os Pariu

Já agora

o que é que ficou da pré-época da bola?


O Chico Geraldes a ler o "Ensaio sobre a cegueira" do Saramago.  Ainda há esperança!

agosto 09, 2017

(...)



What if everything around you
Isn't quite as it seems?
What if all the world you used to know
Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection
Is it all you want it to be?
What if you could look right through the cracks
Would you find yourself

Find yourself afraid to see? 

de volta...

julho 27, 2017

junho 25, 2017

Adoro os sinais de perigo


Antigamente fumavam erva de má qualidade, agora discutem Airbnb, regulamentação e startups de tuk-tuks e hostels onde se dorme no meio de mosquitada e móveis do Ikea. Portugal é atraente por causa do património histórico que é preciso cuidar (e que a indústria turística devia pagar a dobrar e com língua de palmo); o resto arranja-se.


(O sr. Viegas deve saber do que fala, não?, outrora diz que foi secretário de estado da cultura, assim mesmo, com letra pequena). 

Valete de trunfo

junho 19, 2017

E agora?


Não há rigorosamente nada de novo a dizer. Já tudo foi estudado, explicado e escrito na última década e meia. Houve comissões para todos os gostos e feitios. E foi feito muito trabalho sério. Faltou tudo o resto. Faltou pôr a tratar de incêndios florestais quem percebe de floresta. Faltou integrar prevenção e combate. Faltou ordenamento. Faltou pensar no longo prazo. E adiou-se o mesmo de sempre: fazer da floresta uma prioridade, fazer de um terço do território nacional uma prioridade.

Houve, ninguém nega, uma conjugação extraordinária de factores adversos, como já tinha acontecido em 2003: ao ar seco e temperaturas altas juntaram-se as trovoadas secas e o vento forte numa tragédia de dimensões inéditas no país que provocou pelo menos 61 mortos e 62 feridos, alguns em estado grave, no concelho de Pedrógão Grande.